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Brasil tem menos da metade da população com 3ª dose contra Covid, segundo Saúde

Levantamento no portal Localiza SUS mostra que procura por reforço tem caído

Publicada em 24/03/2022 às 10:19h - 28 visualizações

por Nathalie Hanna Alpaca, da CNN


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Mulher é vacinada contra Covid-19 no Rio de Janeiro  (Foto: Ricardo Moraes)

Enquanto o Ministério da Saúde já passa a recomendar a quarta dose do imunizante contra a Covid-19 para idosos com mais de 80 anos, nem metade da população apta para vacinação recebeu a terceira dose, segundo a pasta. Além disso, dados da plataforma Localiza SUS, do governo federal, aponta que a procura pelo reforço tem caído.

No mês de janeiro, houve um pico, com mais de 17 milhões de pessoas que receberam a terceira dose. Segundo as informações do Localiza SUS, em fevereiro, o número caiu para pouco mais de 12,5 milhões de cidadãos e, até o momento, março registra perto de 4,5 milhões.

Integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o médico Renato Kfouri ressalta que o esquema vacinal só é considerado completo com as três doses aplicadas. “Nós trabalhamos com o esquema dois mais um. Quem está vacinado apenas com as duas não está completamente imunizado”, afirma.

“Ainda precisamos nos preocupar com os números de vacinação. Temos vacinas o suficiente e estamos bem em relação aos outros países, mas ainda temos que ter mais informação disponibilizada, busca ativa e campanhas”, defende o especialista.

O desafio de avançar com a terceira dose é visto por todo o país. Palmas, capital do Tocantins, por exemplo, tem apenas 26,52% da população com o reforço. Já em Porto Velho, capital de Rondônia, a cobertura é de 28,5%, índice que sobe para 37,62% no Distrito Federal.

Com a baixa procura, algumas capitais têm adotado ações para aumentar a cobertura. A Secretaria de Saúde de Recife, capital de Pernambuco, onde o índice é de 49,09% com terceira dose, informou que promove vacinação itinerante em comunidades, além de ações de estímulo como o Carro da Vacina, um veículo que se desloca com mensagens sobre a importância da vacina.

No Rio de Janeiro, com 48,8% da população total com o reforço, a prefeitura divulgou que os esforços estão concentrados na busca ativa dos cariocas que já podem receber a terceira dose.

Já em São Paulo (SP), as campanhas são realizadas por meio das Unidades Básicas de Saúde, que também fazem busca ativa, além de um horário estendido de atendimento de segunda-feira a domingo, inclusive em feriados, e imunização em drive-thrus, farmácias parceiras e parques.

Na cidade de Belo Horizonte (MG), para garantir que as pessoas completem o esquema vacinal, a Prefeitura tem realizado divulgações durante programas de rádio. Além disso, as equipes de saúde, durante as visitas domiciliares, conferem a situação vacinal e reforçam a importância da imunização.

Curitiba (PR) investe nas campanhas de mídia, envio de mensagens de convocação e lembrete por aplicativo.

Recomendação pela 4ª dose

Nesta quarta-feira (23), o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica com a recomendação da segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para a população com 80 anos ou mais. De acordo com a pasta, estados e municípios podem começar essa etapa da campanha. A estimativa é que 4,6 milhões de brasileiros sejam imunizados.

“A recomendação foi amplamente discutida pelos especialistas da Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), que consideraram a situação epidemiológica do Brasil e a redução da efetividade das vacinas Covid-19, principalmente entre as faixas etárias mais avançadas. Segundo os estudos, a diminuição da efetividade das vacinas em idosos, a partir de 3 a 4 meses depois da aplicação, também pode ser explicada pelo envelhecimento natural do sistema imunológico, o que exige uma estratégia diferenciada para a proteção desse grupo”, diz um trecho da nota.

O infectologista e professor de medicina da PUC-Rio Bruno Scarpellini destaca que as vacinas ajudam a proteger os grupos de risco, mas que ainda é cedo para que os idosos e os imunossuprimidos deixem de utilizar as medidas não farmacológicas.

“O que vimos com as doses da vacina é que elas modificam a história natural da doença, diminuem a gravidade da Covid-19 e o número de internações. Mas, em alguns subgrupos, existe uma queda da imunidade. Por isso, além da quarta dose, as medidas sanitárias, como o uso de máscara e álcool em gel, ainda são necessárias serem mantidas”, orienta o infectologista.

 

fonte: CNN




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