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Volta às aulas exige atenção especial para crianças com neurodivergência; veja dicas

Especialistas alertam que o retorno à rotina escolar pode gerar crises e ansiedade em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento

Publicada em 01/08/2025 às 16:45h - 4832 visualizações

por Maria Letícia Menezes


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Crianças com neurodivergências podem ser sensíveis à estímulos comuns na volta às aulas - Reprodução/iStock  (Foto: )

Com o início do segundo semestre letivo na Rede Municipal de Ensino na próxima terça-feira (5), pais e responsáveis se preparam para o retorno dos estudantes às salas de aula.

Para muitas crianças, o momento é marcado por entusiasmo e reencontros. No entanto, para aquelas com neurodivergência — ou seja, que apresentam condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia, entre outras — a volta à rotina escolar pode representar um grande desafio emocional e sensorial.

A mudança repentina de ambiente e de rotina, somada à quebra do padrão estabelecido durante o período de férias, pode desencadear crises, ansiedade e insegurança nessas crianças.

O alerta é da psicopedagoga Adriana Lago, profissional do Centro TEA/NDI da Unidade Pública de Atendimento Especializado Dr. Cyro de Andrade Lima (UPA-E Mustardinha), que presta atendimento especializado a essas crianças.

“A volta às aulas é sempre um momento de recomeço, de novidades e excitação, mas também pode trazer ansiedade e insegurança para as crianças, especialmente para as neurodivergentes, pois, para elas, sair da rotina estabelecida durante as férias pode ser desafiador — já que mudanças repentinas e ambientes diferentes afetam diretamente seu bem-estar emocional e sensorial”, explica.

Adaptação requer planejamento e diálogo

Segundo a psicopedagoga, o processo de retorno à escola exige planejamento e acolhimento personalizado.

Isso porque cada criança com neurodivergência tem seu próprio perfil de comportamento, preferências e gatilhos sensoriais. Estratégias eficazes para uma podem não funcionar para outra.

“Com sensibilidade e planejamento, é possível transformar esse momento de transição em uma oportunidade de crescimento, autonomia e confiança”, afirma Adriana.

A profissional destaca que a escuta ativa e o respeito ao tempo de adaptação de cada criança são fundamentais para garantir um retorno mais tranquilo e saudável.

Estratégias que ajudam na transição

Para facilitar a retomada da rotina escolar por crianças com neurodivergência, a psicopedagoga sugere a adoção de medidas práticas que envolvem tanto a família quanto a escola. Entre as principais estão:

Reestabelecer a rotina com antecedência

Ajustar gradualmente os horários de sono, alimentação e demais atividades diárias alguns dias antes do retorno pode ajudar o cérebro da criança a se adaptar ao novo ritmo com menos estresse.

Utilizar recursos visuais e previsíveis

Ferramentas como quadros de rotina, calendários visuais e histórias sociais (sequências de imagens que explicam o que vai acontecer) ajudam a antecipar situações e reduzem o impacto do imprevisível.

Fazer visita prévia à escola

Permitir que a criança visite o ambiente escolar antes do início das aulas, revendo o espaço físico, reencontrando professores e conhecendo a sala de aula, contribui para reduzir a ansiedade causada pelo desconhecido.

Estreitar o diálogo com a equipe pedagógica

Informações sobre os interesses, sensibilidades, estratégias eficazes e sinais de sobrecarga da criança devem ser compartilhadas com os educadores. Isso permite um acolhimento mais adequado e individualizado.

Respeitar o tempo de adaptação

Evitar pressionar a criança a se ajustar rapidamente à nova rotina é essencial. Cada criança tem seu próprio tempo, e forçar esse processo pode gerar ainda mais estresse.

Validar os sentimentos da criança

Acolher os sentimentos da criança com empatia diante de situações de medo ou insegurança fortalece o vínculo emocional e contribui para o desenvolvimento da autoconfiança.

Frases como “Eu entendo que você está com medo” ou “Está tudo bem se você estiver nervoso” ajudam a criança a se sentir segura e compreendida.

Famílias que necessitam de orientação e suporte para lidar com os desafios enfrentados por crianças com neurodivergência podem contar com serviços públicos especializados.

No Recife, por exemplo, o Centro TEA/NDI, localizado na UPA-E Mustardinha, oferece acompanhamento terapêutico e interdisciplinar, com foco no bem-estar e desenvolvimento da criança.

Assista ao videocast Saúde e Bem-Estar, do JC, sobre neurodivergência

 




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