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Moradores protestam contra o governo do Rio e operação mais letal do Estado, 121 mortos

A operação gerou embates entre o governo federal e estadual, apaziguado após Castro e Ricardo Lewandowski anunciarem uma parceria

Publicada em 31/10/2025 às 16:40h - 2174 visualizações

por Estadão Conteúdo


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Manifestação dos moradores do complexo da Penha, no campo da ordem na vila Cruzeiro - PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO  (Foto: )

Moradores do Complexo da Penha e Alemão protestaram, nesta sexta-feira (31), contra a megaoperação policial que deixou ao menos 121 mortos no Rio de Janeiro - e foi a mais letal do Estado.

A manifestação ocorre horas depois da cúpula da segurança pública divulgar que 99 dos 117 mortos foram identificados. A comunidade aponta que a ação foi uma chacina nunca antes vista na história. Por volta das 15h15, os manifestantes estavam concentrados na Vila Cruzeiro. Diversos protestos contra o governo de Cláudio Castro e a polícia devem ocorrer nesta sexta em outras regiões do País.

AÇÃO EM DISCUSSÃO

A ação gerou embates entre o governo federal e estadual, apaziguado após Castro e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciarem uma 

parceria

 para combater o crime organizado.

 

Curi disse que as comunidades do Rio se tornaram uma espécie de "centro de treinamento" da facção, que tem os complexos da Penha e do Alemão como principais pontos de distribuição de armas e drogas. Na avaliação do delegado, a prisão de Doca, apontado como principal liderança do CV na atualidade - e alvo da operação -, "é uma questão de tempo".

Na quinta, o governo do Rio informou que o IML está sendo usado exclusivamente para a necropsia dos mortos da operação, e que o atendimento às famílias ocorre em um prédio do Detran, ao lado do instituto. Casos não relacionados à ação policial estão sendo direcionados ao IML de Niterói, na região metropolitana.

A Defensoria Pública do Rio afirmou que foi impedida de acompanhar as perícias, mas montou uma força-tarefa com 40 profissionais para atender as famílias - 106 delas já procuraram o órgão para obter documentos, solicitar sepultamento gratuito e regularizar traslados de corpos para outros Estados. A defensora Mirela Assad, da Coordenação Geral de Programas Institucionais (Cogpi), explicou que parte das dificuldades decorre da ausência de familiares para identificação de suspeitos mortos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro está utilizando uma tecnologia capaz de reconstruir digitalmente os corpos. A tecnologia registra com fidelidade todas as lesões externas, auxiliando o trabalho de investigação dos promotores.




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