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Aves natalinas lideram alta para a ceia de Natal, aponta estudo

O destaque negativo fica para o peru, que sofreu a maior valorização do período, saindo de R$ 22,52 para R$ 37,23 por quilo, segundo o levantamento

Publicada em 22/12/2025 às 15:08h - 115 visualizações

por JC


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O levantamento aponta que as aves natalinas são as principais responsáveis pelo encarecimento, com o preço médio do grupo saltando de R$ 44,01 para R$ 62,88 - GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM  (Foto: )

O Natal de 2025 exigirá um planejamento financeiro mais rigoroso dos brasileiros que pretendem manter as tradições à mesa. Um estudo recente da Neogrid, empresa de inteligência de dados voltada à cadeia de consumo, revela que os itens típicos da ceia apresentam altas expressivas, chegando a 65,3% em comparação ao ano passado. O levantamento aponta que as aves natalinas são as principais responsáveis pelo encarecimento, com o preço médio do grupo saltando de R$ 44,01 para R$ 62,88. O destaque negativo fica para o peru, que sofreu a maior valorização do período, saindo de R$ 22,52 para R$ 37,23 por quilo.

Além das aves, outros clássicos das festas de fim de ano pressionam o orçamento. O bacalhau salgado e seco registrou uma alta de 22,2%, enquanto a versão dessalgada e congelada subiu 17,8%. O pernil suíno acompanhou a tendência de alta, embora de forma mais discreta, com o preço médio passando de R$ 34,50 para R$ 37,96. De acordo com Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, essa oscilação é explicada por uma combinação de fatores, incluindo variações climáticas, redução da produção nacional e a valorização do dólar, que incentiva as exportações em detrimento do mercado interno.

SUBSTITUIÇÕES ESTRATÉGICAS

Apesar do cenário de alta generalizada, os consumidores podem encontrar alívio em substituições estratégicas. O lombo suíno surge como a proteína mais vantajosa para este Natal, apresentando uma queda de 12,6% no preço médio em relação a 2024. Outra boa notícia vem do setor de mercearia fina: os azeites, que foram vilões de preços em períodos anteriores, estão mais baratos. O tipo virgem recuou 20,5% e o extra virgem apresentou queda de 17,4%. Fercher destaca que essa assimetria de preços mostra que o Natal não está apenas mais caro, mas sim marcado por comportamentos distintos entre os produtos.

No setor de acompanhamentos e bebidas, o movimento é misto. As oleaginosas continuam pesando no bolso, com amêndoas e castanhas registrando altas próximas a 20%, enquanto o pistache — embora ainda seja o item mais caro da categoria — teve uma leve redução de 0,5%. No setor de bebidas, o brinde pode ser favorecido pela queda nos preços dos espumantes nacionais (9%) e importados (6,3%). Em contrapartida, quem optar por vinhos ou espumantes sem álcool encontrará valores até 13,6% mais altos. Ingredientes essenciais para o preparo de sobremesas, como frutas cristalizadas e uva-passa, também não escaparam da inflação, subindo 11,3% e 8,7%, respectivamente.

Para finalizar a análise do mercado imobiliário e econômico de Pernambuco, vale destacar que esses aumentos no custo de vida ocorrem em um momento de queda na inadimplência de aluguel no estado, que atingiu 4,19% em novembro de 2025. Este cenário de equilíbrio nos gastos fixos de moradia pode ser um fator determinante para a capacidade das famílias pernambucanas de absorverem os custos mais elevados da cesta de Natal deste ano.

 



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