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Calor extremo aumenta risco de problemas cardíacos, especialistas alertam

Altas temperaturas exigem esforço maior do coração e podem agravar doenças cardiovasculares, alerta o Instituto do Coração (InCor)

Publicada em 19/01/2026 às 12:27h - 931 visualizações

por Maria Clara Trajano


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Calor excessivo pode afetar a saúde - iStock  (Foto: )

As ondas de calor que atingem diversas regiões do País acendem um sinal de alerta para a saúde, especialmente quando o assunto é o coração. Mais do que desconforto, o calor intenso impõe um esforço adicional ao organismo e pode favorecer quadros de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças crônicas.

Entre os sistemas mais afetados está o cardiovascular, responsável por ajudar o corpo a se adaptar às altas temperaturas.

Em ambientes muito quentes, o organismo ativa mecanismos como a vasodilatação e o aumento da sudorese para dissipar calor, o que pode provocar queda da pressão arterial e exigir maior esforço do coração para manter a circulação adequada.

Calor sobrecarrega o sistema cardiovascular

De acordo com especialistas do Instituto do Coração (InCor), em dias de calor intenso o corpo passa por adaptações fisiológicas que impactam diretamente o sistema cardiovascular. Em situações extremas, os efeitos podem incluir tontura, náusea, dor de cabeça, confusão mental e até perda de consciência.

“O calor excessivo exige mais do sistema cardiovascular e pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais, como cérebro, rins, fígado e pulmões”, explica o professor doutor Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da unidade clínica de hipertensão do InCor.

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis, com destaque para quem já convive com problemas cardíacos.

Risco maior para quem já tem doença do coração

Segundo o especialista, as alterações provocadas pelo calor podem agravar sintomas em pacientes com doenças cardiovasculares.

“Em pessoas com doenças do coração, essas mudanças podem aumentar o risco de mal-estar, falta de ar, palpitações e, em situações extremas, infarto ou AVC”, alerta Bortolotto.

O Ministério da Saúde também reforça que o calor extremo representa risco ampliado para:

  • idosos;
  • crianças;
  • gestantes;
  • diabéticos;
  • pessoas com doenças renais e respiratórias;
  • populações em situação de vulnerabilidade social.

Cuidados ajudam a reduzir os impactos

Para minimizar os efeitos das altas temperaturas, o InCor recomenda a adoção de medidas simples no dia a dia, como manter a hidratação constante, evitar 

exposição

 ao sol nos horários mais quentes e reduzir atividades físicas entre 10h e 16h.

 

“O ideal é beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, optar por refeições leves, usar roupas claras e ficar atento aos sinais do corpo”, orienta o médico.

Diante de sintomas persistentes ou mais intensos, como tontura, cansaço extremo ou mal-estar, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.




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